ALIMENTAÇÃO SUSTENTÁVEL: O QUE O PLANT-BASED TEM A VER COM ISSO?

Segundo a National Geographic, ao escolher uma alimentação plant-based, você consome 60% menos água do que uma pessoa com uma dieta à base de carne.

Por ano, são quase um milhão e meio de litros de água economizados. Para exemplificar ainda melhor, nesse link da Universidade da Califórnia, você pode encontrar a quantidade de galões de água, que são necessários para a produção de 1 grama de proteína de diversos alimentos.

É aí que dá pra perceber a verdadeira relação entre uma alimentação sustentável e a adoção do plant-based.

A gente sabe que é praticamente impossível viver neste mundo sem deixar nenhum tipo de rastro nosso no meio ambiente. Porém, a gente também sabe que é possível repensar as nossas atitudes para diminuir os efeitos negativos – e quem sabe até mudar isso.

Por isso, neste artigo, vamos falar sobre:

  1. A relação entre alimentação e sustentabilidade
  2. Como os alimentos afetam o meio ambiente
  3. Plant-based: mais que uma dieta, uma filosofia
  4. E as embalagens dos produtos que consumimos?

Ao terminar de ler, você vai poder transformar os seus hábitos em relação ao que você escolhe e consome.

E isso vai gerar diversos benefícios para você e para o planeta, como:

  • Saber o que vai consumir,
  • Optar por menos e melhores embalagens,
  • Como viver sem prejudicar o meio ambiente.

Vamos lá?

SUSTENTABILIDADE E ALIMENTAÇÃO

A alimentação é a necessidade mais básica do ser humano – é impossível viver sem ela.

Mas a grande questão é que o alimento que a gente consome não cresce se não houver água ou nutrientes no solo.

Ser uma pessoa de hábitos sustentáveis, na prática, está diretamente relacionado a consumir coisas que usam o mínimo de recursos necessários em sua produção.
Infográfico mostrando que a pecuária consome muito mais água e terra do que a plantação de grãos, legumes e hortaliças Aí está um bom exemplo do que estamos falando. Esta é uma pequena parte do infográfico que a Rosana Silva fez sobre o documentário Cowspiracy. Ele será apresentado algumas vezes ao longo do texto.

Vamos fazer um pequeno exercício: pare e reflita sobre a sua alimentação nos últimos dias.

-“O que você mais consumiu? De onde vieram estes alimentos?”

Alguns deles, como a carne, por exemplo, demandam muito mais recursos para ser produzidos. Isso inclui água, florestas e nutrientes do solo, gerando um grande desequilíbrio ambiental.

Tudo está interligado.

Mas nós podemos, ao mesmo tempo, cuidar melhor de nós mesmos, e também do planeta onde vivemos. 

Vem ver como a adoção de um estilo de vida plant-based pode ajudar a minimizar os danos que causamos ao nosso planeta.

COMO OS ALIMENTOS AFETAM O MEIO AMBIENTE

Todas as nossas escolhas geram uma consequência.

 E quando elas são feitas de forma não-consciente e se transformam em hábitos, elas podem gerar grandes danos a longo prazo.

É o caso da nossa alimentação.

Desde pequenos, o mundo externo influencia diretamente no que nós comemos.

Geralmente, a cultura do lugar onde vivemos acaba fazendo com que a gente consuma alimentos sem pensar de onde eles vieram, ou quais consequências foram ou são geradas.

É o caso da carne, dos ovos, do leite e de muitos outros ingredientes de origem animal.

Mas, a boa notícia é que o Reino Vegetal caprichou e todos esses ingredientes, como os laticínios, por exemplo, podem ser facilmente substituídos por opções vegetais.

Ainda bem, não? 

PECUÁRIA E CARNE BOVINA

A pecuária é uma das atividades humanas que mais agridem o meio ambiente, pois ela consome quantidades enormes de água, grãos, combustíveis fósseis e pesticidas.

Para você ter uma ideia, 80% dos grãos de milho e soja produzidos são destinados a alimentação destes animais.

Ou seja, o meio ambiente é degradado duas vezes, para produzir a comida dos animais que depois servirão para alimento.

De acordo com a revista Conservation, da Universidade de Washington, a produção de carnes e derivados animais é responsável por ¼ da emissão global de gases que agravam o efeito estufa.
Infográfico mostrando que a pecuária emite mais CO2 que a indústria de transportes juntas O processo do efeito estufa é natural e necessário, fazendo com que o planeta se mantenha aquecido. Porém, com o aumento das emissões de gases de atividades humanas, nosso planeta está mais desgastado.

Um estudo da Universidade de Oxford mostrou que as pessoas que incluem a carne em sua alimentação são responsáveis por emitir quase duas vezes e meia mais gases do que os vegetarianos estritos diariamente.

O Metano, Carbono e o Óxido Nitroso são alguns deles.

As emissões geradas da produção de bife são 250 vezes maiores que as emissões geradas da produção de legumes.

Fora isso no nosso Brasil, a pecuária está acabando com a Floresta Amazônica – 80% da floresta já foi desmatada, ameaçando a sua biodiversidade.

Isso porque o país é o maior produtor bovino do mundo e está cada vez mais queimando a floresta para produzir mais pastagens, de modo que a produtividade do confinamento de gado possa aumentar.
Infográfico mostrando a diferença da necessidade de terra para um carnívoro, vegetariano e vegano Por outro lado, para sustentar cada pessoa vegetariana é necessário entre 12 e 30 vezes menos terra do que para sustentar um indivíduo que baseie sua alimentação em carnes.

AVÍCOLAS E GRANJAS

Com as aves e a indústria de ovos, a situação não é muito diferente.

A grande maioria das galinhas vivem confinadas em ambientes fechados, propícios para causar infecções.

Logo, elas são tratadas com antibióticos e recebem hormônios para ficarem maiores e encurtar o seu ciclo de vida.

Todos os pintinhos machos são automaticamente descartados vivos, pois não botam ovos.

E além de tudo isso, há um grande gasto de terra para produzir ração, gasto com maquinários e transporte dos ovos e dos frangos.

FRUTOS DO MAR

A grande exploração de frutos e animais marinhos também causa um sério desequilíbrio do ecossistema aquático. 4/5 dos peixes pescados são jogados fora.

Para obter 90 milhões, são perdidos 450 milhões!
Infográfico mostrando que quatro quintos dos peixes do oceano são descartados pela psicultura  Além disso, a piscicultura é altamente degradante para os oceanos e rios, pois polui todos eles.

Sem falar nas espécies que já desapareceram ou estão prestes a desaparecer.

O gasto com a pesca é enorme e o investimento em zonas de conservação é muito pequeno.

Ao retirar grandes quantidades de peixes do seu habitat natural, isso também afeta o bioma onde eles vivem. Isso é, muitos corais são ameaçados e a vida marinha pode ser extinta.

A atividade literalmente está destruindo o nosso meio ambiente para fins de alimentação.

A boa notícia é que podemos tomar atitudes em relação à isso. Adotar o estilo de vida plant-based é um ótimo caminho.

MAIS QUE UMA DIETA, UMA FILOSOFIA

Tem gente que acredita que o plant-based é apenas uma “dieta com base em plantas”.

A relação com essa crença está no fato de que quem normalmente adota, o estilo plant-based, está pensando primeiramente em saúde.

O que é totalmente compreensível já que se trata de uma alimentação com alta densidade de nutrientes e com menor ingestão de agrotóxicos e outros produtos artificiais.

Para dar um exemplo, segundo a Nutricionista Alessandra Luglio, o índice de diabetes emveganos plant based é de 30% a 70% do total da população onívora”.

Mas, quando falamos de sustentabilidade, a consequência da adoção do plant-based também é muito positiva. Os números do nosso infográfico não mentem:

Números dos benefícios da dieta plant-based para o planeta Terra.

O que impede a maior parte das pessoas de manter uma alimentação como essa em geral:

  • A superação dos velhos hábitos e gostos
  • Aprender novas formas de cozinhar
  • Se planejar para viagens
  • Reuniões sociais como jantar fora, etc.

Mas só parece tão difícil mudar porque temos uma forte tendência em manter os hábitos que já são cômodos para nós.

No entanto, quando enxergamos alguns anos no futuro e levamos em consideração os recursos escassos do planeta Terra, estas mudanças se tornam bem pequenas.

-“Você concorda?”

Ter uma alimentação sustentável está diretamente ligada ao plant-based. Essa é a forma de nos alimentarmos que está mais próxima da natureza.

E se você pensa que uma única pessoa não vai mudar algo, repense: seja o exemplo. Busque informação e novas formas não só para o seu bem-estar próprio, mas também para o das próximas gerações.

E AS EMBALAGENS DOS PRODUTOS?

Você lembrou de um ponto muito importante quando se trata de sustentabilidade.

-“Mas o que isso tem a ver com as embalagens e outros materiais?”

A resposta é absolutamente tudo.

O estilo de vida diz respeito do cuidado não só com os animais, mas também com o meio ambiente.

Vamos começar com a pergunta mais importante:

-“quanto do seu lixo é reciclado?”

Talvez você tenha pensado: “as vezes eu separo o lixo reciclável e o lixo orgânico”. E isso é ótimo, mas você pode fazer muito mais com o seu lixo – principalmente reduzir a quantidade.

Na próxima vez em que for ao supermercado, perceba quantas embalagens você coloca no carrinho e leva pra casa. É embalagem atrás da outra, muitas vezes até dentro da outra.

Infelizmente, isso só gera mais lixo e apresenta os produtos de forma desnecessária. 

Para reduzir, podemos aflorar nosso lado criativo e encontrar novas formas para o lixo que é gerado.

A EuReciclo fez um ótimo post com 6 iniciativas inovadoras para te inspirar a reciclar. Vale ler e descobrir novas formas de ajudar o nosso planeta.

E como um dos nossos princípios é a preservação do meio ambiente, nós adotamos o selo EuReciclo. 

Este selo garante que a mesma quantidade de material que nós descartamos seja reciclado pelas cooperativas da cidade.

Além disso, as embalagens das nossas comidinhas são feitas de papel cartão de reflorestamento e biodegradáveis.

Elas tem o selo FSC (Forest Stewardship Council), que garante uma matéria prima que respeita o meio ambiente, e ainda contribui para o desenvolvimento sócio-econômico das comunidades florestais.

E fazemos tudo isso para que você possa se alimentar com a consciência tranquila. 

Agora nos diga:

-“Quais são as suas táticas secretas para um mundo mais verde?”

Se você se interessou por esse assunto, a Kathryn do Blog Zero Waste dá várias dicas para quem tem dúvidas de como começar.

 

PARA FICAR AINDA MAIS POR DENTRO

Existem muitos conteúdos na internet para você se informar sobre preservação do meio ambiente, plant-based e alimentação sustentável. 

Documentários, vídeos e blogs são ótimos formatos de conteúdo para você explorar e ir mais a fundo sobre estes assuntos super importantes.

Um dos documentários mais conhecidos é o Cowspiracy, que diz respeito sobre o meio ambiente e a produção pecuária. Kip Andersen, diretor do documentário, conta sua história de envolvimento com a causa ambiental, após assistir ao documentário Uma verdade inconveniente.

Se você adora ler, também pode obter mais informações por meio de livros sobre o assunto. 

A Insecta Shoes fez um post bem legal indicando 5 livros sobre veganismo e direitos dos animais.

Blogs e sites como o Seja Vegano e o Vista-se também são ótimas fontes para você se atualizar sobre dietas sem carne e sustentabilidade.

Eles estão sempre divulgando notícias e conteúdos bem legais para se atualizar!

E não menos importante, o Skool of Vegan está sempre divulgando quadrinhos no seu Facebook para informar e questionar as pessoas sobre o assunto.

Vale a pena tirar um tempo na sua semana para se atualizar e encontrar novas formas de ajudar o meio ambiente como um todo.

HORA DE PENSAR…

Muitas vezes nos perguntamos – ou somos questionados – sobre a verdadeira influência que causamos no meio ambiente quando paramos de consumir carne e produtos animais.

A gente responde: uma a uma, vai causar uma mudança enorme.

Para você ter uma ideia, olha a economia diária de recursos naturais de uma pessoa vegetariana estrita:
Infográfico que mostra a economia diária de bens de consumo de um vegetariano estrito
Seja a mudança que você quer ver no mundo. Dê o exemplo, traga esse assunto em pauta e dialogue sobre ele.

O mundo muda quando há informação e compaixão. Ele é a nossa única casa por aqui.

-“Vamos cuidar bem dele?”

Agora que você já sabe como começar e sobre o fundamento de uma alimentação sustentável, é hora de mostrar esse artigo para aquela pessoa que também quer somar.

Agora responde pra gente:

-“Qual foi o acontecimento que te fez perceber a importância de cuidar do meio ambiente?”